O juízo e o santuário celestial

O juízo e o santuário celestial

1. Introdução.

Qual apelo urgente em Apocalipse 14:6,7? 

6 E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. 7 Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Ap 14:6,7, ACF e BKJ 1611.

Na mensagem do primeiro anjo, os homens são chamados a temer Deus, a dar-Lhe glória, e a adorá-Lo como Criador do Céu e da Terra. Para isto devem obedecer à Sua Lei. Diz Salomão: “Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem” (Eclesiastes 12:13). Sem a obediência aos Seus mandamentos, nenhum culto pode ser agradável a Deus. “Este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos” (I João 5:3). “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Provérbios 28:9). - O Grande Conflito , pp. 373 e 374, 2020, ed. P. SerVir (As Mensagens dos Três Anjos).

Dar glória a Deus é revelar o Seu caráter no nosso, e, assim, torná-lo conhecido. E, seja de que maneira for que tornemos conhecidos o Pai e o Filho, glorificamos Deus. - Manuscrito 16, 1890 (SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 979). MTA 48.3 (As Mensagens dos Três Anjos). Glorificamos a Deus, reconhecendo o Seu amor e submetendo-se a Ele.

“Fazei tudo para glória de Deus” (1 Co 10:31). Significa que, devemos glorificar a Deus, nas relações, nos comportamentos, nos negócios, no trabalho, na família, na igreja, na comunidade, no cuidado com o corpo e a saúde, em nosso estilo de vida e conduta cristã. Tudo deve dar testemunho de que somos seguidores e imitadores de Jesus. Cada ação, pequena ou grande deve ser para a glória de Deus. Não há espaço para a dicotomia “separação da vida espiritual da vida secular.” “Dar glória” a Deus significa honrar a Deus com a totalidade de quem somos – corpo, mente e emoções.”

Cristo nunca nos faz minimizar Sua lei, que é a transcrição de Seu caráter. O Cristo das Escrituras nunca nos leva a minimizar as doutrinas da Bíblia, que revelam mais claramente quem Ele é e qual é o Seu plano para este mundo. Cristo é a personificação de toda a verdade doutrinária. Jesus é a verdade encarnada. Ele é o cumprimento da doutrina (Escola Sabatina - As Três Mensagens Angélicas).

A primeira mensagem conclama os pecadores a três atitudes específicas: “Temer a Deus”, “glorificá-Lo” e “adorá-Lo”. A razão para as duas primeiras atitudes é “chegada a hora do Seu juízo.” A razão da terceira é a criação por Ele realizada, que remete ao memorial da criação “o sábado.” 

O objetivo principal das três mensagens é alertar sobre o juízo divino, chamar a atenção para os mandamentos, desmascarar movimentos religiosos falsos e destacar o selo de Deus como marca distintiva do Seu povo. O Apocalipse relaciona essas mensagens com a chegada do evangelho do reino, anunciada por Cristo (Mt 24:14). Também apresenta o ataque de Satanás à verdade (Dn 8:11,12) e que seria restaurada pelo povo de Deus nos últimos dias (Ap 10:7-10).

O propósito do juízo é a vindicação do caráter de Deus perante o universo, através do julgamento da humanidade, a começar pelos que já morreram, determinando a recompensa dos salvos e a destruição dos ímpios (Ap 11:18).



2. Santuário o caminho de Deus. Salmo 77:13

As cerimônias do santuário terrestre ilustram três fases do ministério de Cristo: (1) Sacrifício substitutivo “pátio”, (2) mediação sacerdotal “lugar santo” e (3) ministério sumo sacerdotal de Cristo no juízo final “lugar santíssimo”. 

O sacrifício substitutivo de Cristo (ministério de Cristo no pátio), representado por todos os animais que morriam diariamente no pátio do santuário.

Para cumprir as várias profecias do AT, Jesus veio a este mundo como um ser humano (Gl 4:4). “E o verbo Se fez carne e habitou (tabernaculou) entre nós” (Jo 1:14). Jesus veio cumprir em Sua vida e em Seu ministério todos os simbolismos e rituais do santuário terrestre.

O santuário tinha três compartimentos: (1) o átrio ou o pátio, que era o espaço do tabernáculo; (2) o lugar santo; e (3) o lugar santíssimo, que estava separado do lugar santo por um véu. No pátio havia dois móveis: a pia de bronze e o altar de holocausto. 

A pia ou bacia também simbolizava o batismo que nos purifica dos pecados (At 10:47; 1Co 6:11). O altar de holocaustos era um símbolo do Calvário, onde Jesus daria a vida em favor da humanidade (Hb 10:10-12). Todavia, enquanto os sacrifícios do santuário terrestre aconteciam repetidamente no pátio do santuário, o verdadeiro sacrifício expiatório, a morte de Jesus no Calvário, foi realizado de uma vez por todas (Hb 9:26-28; 10:10-14). “Está consumado” (Jo 19:30), o tipo encontrou o antítipo. Cumpriu-se o evento para o qual os serviços do santuário terrestre haviam apontado durante séculos. Ao entregar a vida, o Salvador completou o sacrifício expiatório. O símbolo encontrou a realidade (Nisto Cremos, 2018).


A obra sacerdotal poderia ser caracterizada como um ministério de intercessão, perdão e restauração. Ela provia um contínuo acesso ao Senhor, simbolizando a verdade de que o pecador arrependido tem à disposição um contínuo acesso a Deus por meio do ministério sacerdotal de Cristo como nosso intercessor e mediador (Ef 2:18; Hb 4:4-16).


Além do pátio exterior, o santuário terrestre tinha dois compartimentos: o lugar santo (que continha a mesa dos pães da propiciação, o candelabro e o altar de incenso) e o lugar santíssimo (que continha a arca da aliança). Esses mesmos compartimentos são contemplados por João no santuário celestial (Ap 8:3,4). Também lhe foi permitido olhar dentro do lugar santíssimo, onde viu a arca da aliança (Ap 11:19).

Em sua primeira visão, João viu Jesus no meio dos sete candeeiros (candelabros) de ouro. Os sete candeeiros representam as sete igrejas (Ap 1:20), que simboliza as fases do povo de Deus ao longo dos séculos, desde o período apostólico até a igreja remanescente (Ap 12:17). 

É importante lembrar que os três objetos no lugar santo do santuário terrestre apontavam para Jesus e Seu ministério sacerdotal.

- Candelabro de sete lâmpadas: Jesus é a luz do mundo (Jo 8:12). Ele está no meio de Seu povo e cuida de Sua igreja.

- Altar de incenso: Jesus intercede por nós (Jo 17) e ouve nossas orações. Ele é nosso sacerdote junto ao Pai.

- Mesa com 12 pães: Jesus é o pão da vida (Jo 6:48) que satisfaz diariamente as necessidades de Seu povo.

O ritual diário do sacerdote no santuário incluia muitos serviços. Esse sistema cerimonial ilustrava o plano da redenção. Jesus veio como oferta pelo nosso pecado - O Cordeiro de Deus morreu em nosso lugar (Jo 1:29; Ef 5:2). Jesus também assumiu a função de sacerdote, intercedendo por nós no santuário celestial.

O ritual do santuário terrestre apontava para uma realidade superior. Após a Sua ascensão no ano 31 d.C., Jesus iniciou Seu ministério como nosso mediador e intercessor, exatamente como indicado pela profecia (Dn 9).

Jesus deveria ascender ao Céu para cumprir a promessa de enviar o Consolador, o Espírito Santo. Ele só poderia ser enviado após a glorificação e entronização de Cristo (Jo 5:39), como de fato aconteceu (At 2:32,33).

Jesus iniciou Seu ministério sacerdotal no santuário celestial no momento do sacrifício da manhã. Hebreus 9:24 diz: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus.”

Jesus nosso sacerdote - Cristo serviu como mediador entre Deus e a humanidade após a Sua ascensão. Apenas Cristo tem essas credenciais, pois Ele é plenamente Deus e plenamente homem. Ele é a ponte que nos reconciliou com o Pai (2 Co 5:18). Ele possui autoridade para interceder por nós e nos representar diante de Deus.

Conforme prefigurado nos serviços dos sacerdotes israelitas, Jesus deveria ministrar em nosso favor e aplicar os méritos de Seu sacrifício.  Embora o sacrifício expiatório realizado na cruz seja suficiente para prover aos seres humanos salvação, é por meio do ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial que os méritos desse sacrifício são creditados “a todo o que Nele crê” (Jo 3:16).

Esse ministério no primeiro compartimento do santuário celestial teria um tempo de duração. Ao terminar esse período, Cristo deveria deixar o lugar santo e iniciar Sua obra de juízo no santíssimo (Jo 5:22; 2 Co 5:10).

O ministério sumo sacerdotal de Cristo no lugar santíssimo. Assim, como o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo no dia da Expiação para purificar os pecados do povo de Israel, Cristo deveria entrar no santo dos santos para realizar Sua obra mediadora e expiar os pecados de Seu povo.


3. Fases do juízo divino.

Os eventos do Dia da Expiação em Israel ilustram as três fases do juízo divino: 

(1) o juízo investigativo: Teve início em 1844 e terminará pouco antes da volta de Cristo (Dn 8:14; 9:24-27). Esse juízo será para todos que aceitaram a Cristo e tiveram seus nomes escritos no livro da vida e entraram para o serviço de Deus. Deus os vindicará ao mostrar os motivos pelos quais eles receberão a vida eterna. Nesta fase aceitam-se nomes e rejeitam-se nomes (O Grande Conflito, 483). Os casos serão decididos nesta fase para a salvação ou perdição, nas fases seguintes não haverá decisões (Jo 3:17-19). O objetivo desta fase é justificar o caráter de Deus diante dos seres celestiais e definir quem estará salvo ou não por ocasião da Volta de Jesus (Dn 7:9,10,22; 8:14; 1 Pe 4:17; Ap 14:7; 3:14-22).


(2) o juízo comprobatório: Ocorrerá durante o milênio no Céu, quando os salvos revisarão a vida dos que se perderam e comprovarão a justiça de Deus (Ap 20:4; 1Co 6:2). O objetivo é justificar o caráter de Deus diante dos remidos e verificar o motivo da perdição dos ímpios.

(3) o juízo executivo ou final:  Acontecerá após o fim do milênio, onde Deus executará seu “estranho ato” sobre a Terra. Satanás e os ímpios serão destruídos pelo fogo e deixarão de existir (Ap 20:7-10). Objetivo de Justificar o caráter de Deus diante de todos os seres criados, bons e maus.

Segundo a profecia de Daniel 8:14, o santuário deveria ser purificado, depois de 2.300 tardes e manhãs (profecia de tempo mais longa está relacionada com o santuário). E segundo a profecia de Daniel 8:19, que “se refere ao tempo determinado do fim.” Jesus começou a obra de purificação do santuário celestial em 22 de outubro de 1844. Como o Dia da Expiação era sempre no décimo dia do sétimo mês, fazendo a transposição para o calendário gregoriano, chegamos a 22 de outubro. Nesta data Jesus deixou o lugar santo do santuário celestial e iniciou Sua obra de juízo no segundo compartimento, o santíssimo, como nosso perfeito sumo sacerdote (Hb 7:26).

Por que o santuário celestial precisa ser purificado? Hebreus 9:23,24; Daniel 7:9,10.

Assim como os pecados de Israel contaminavam diariamente o santuário terrestre, nossos pecados estão sendo diariamente registrados nos livros do Céu, “contaminando” o santuário celestial (Ap 20:12; Ml 3:16). Em Hebreus 9:23, vemos que “as figuras das coisas que se acham nos Céus” também precisam ser purificadas. Daniel 7:9,10 oferece a chave para compreendermos o que seria essa purificação: nosso julgamento começa com a abertura do livro que contém os registros de nossos pecados. “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3:18). As pessoas que aceitaram a Cristo e tiveram o nome escrito no livro da vida serão julgadas neste tribunal divino (1 Pe 4:17). Cada caso será considerado. Portanto, a purificação do santuário descrita em Daniel 8:14, que começou em 22 de outubro de 1844, corresponde ao início do juízo celestial. Então existem livros de registros, formas de computar dados muito avançados. O que está sendo guardado? Dn 7:10 - Livros de registros, cada ato, cada palavra, cada pensamento, tudo está sendo registrado. Deus é justo e não haverá injustiça no tribunal estabelecido por Ele.


4. Chegada é a hora do juízo.

A Bíblia afirma que há um tribunal no Céu e todos passarão pelo juízo de Deus. E esse tribunal existe para definir salvos/absolvidos e perdidos/condenados.

“Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1 Pe 4:17).

“Porque é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5:10). 

“Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. ¹⁴ Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal” (Ec 12:13,14). 

Mas porventura se você ainda continua com dúvidas, e em Cristo você acredita? Jesus disse: Mateus 12:36,37 - ³⁶ Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil/frívola que tiverem falado. ³⁷ Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado". 

Composição do Tribunal:

Quem é o juiz? Fase investigativa (Dn 7:9,10; Sl 50:6) - Deus é o Juiz; fase comprobatória/confirmatória (1 Co 6:2,3; Ap 20:4) - Justos; fase executiva (Jo 5:22) - Jesus.

A Bíblia fala de um juízo no Céu. E, Deus se assenta no trono como juiz. O universo precisa deste juízo. Desde o início do grande conflito, com a origem do pecado no Céu e na Terra, o universo aguarda o final deste conflito entre o bem e o mal. O universo e os anjos sabem que Jesus venceu Satanás na cruz do calvário, mas a extirpação do pecado será no final do grande conflito. O juízo existe porque o caráter de Deus foi colocado em dúvida diante do universo e dos anjos.

 Quem são os réus? Rm 3:23; 5:12 - Pecadores. Fase investigativa (1Pe 4:17) - Justos; fase comprobatória/confirmatória (1 Co 6:2,3) - Ímpios; fase executiva (Mt 25:41).

Quem é o acusador? Ap 12:9,10; Ap 20:1-3; Ap 20:7 - Satanás. Ele acusa o ser humano, para culpar Deus. 

Quem são as testemunhas? Ap 5:11 - Anjos.

Qual a norma do juízo? Tg 2:10-12 - Lei de Deus. Não existe julgamento sem Lei. A base do julgamento celestial é a Lei de Deus, os Dez mandamentos. 

A salvação está disponível a todos, unicamente pela graça de Jesus (Ef 2:8-10). Embora não sejamos salvos pela Lei, o resultado da graça é capacitar o crente a viver em conformidade com a Lei de Deus (Hb 5:9). A melhor maneira de expressar nosso amor por Cristo é seguir os Dez mandamentos (Jo 14:15).

Hoje está acontecendo um verdadeiro ataque à Lei de Deus. Porque Satanás tem levado as pessoas a atacar a Lei de Deus? Simples, tire a norma do juízo, o padrão de conduta. Quando tiramos a norma, o que sobra? Nada. Cada um pode fazer o bem que quiser, e naturalmente são conduzidos à libertinagem. Não há possibilidade de harmonia sem as leis, como o mundo seria sem as leis? 

Deus está lidando com filhos e filhas pecadores. E só poderão entrar no céu pessoas sem máculas, perfeitos, sem falhas. Deus só pode levar para o Céu pessoas absolutamente perfeitas. Qual foi a solução de Deus para resolver essa questão? para resolver o problema do pecado? Jo 3:16. Resolveu na cruz “a hora da glória, ponto mais alto do evangelho” o sacrifício expiatório de Jesus, tomou sobre si os pecados da humanidade para que tivéssemos vida.  

Qual o ideal de Deus para nós? Não pecar. Mas, João, consciente da condição do ser humano “natureza carnal”, apresenta a solução, Jesus Cristo. Dessa forma, Deus resolve o problema do pecado, Ele nos dá um advogado. Logo, Jesus Cristo é o nosso advogado junto ao Pai. Esse advogado que Deus nos dá, nunca perdeu uma causa. 

Como Deus resolve o problema de levar pessoas perfeitas para o Céu? Ele dá um advogado (Rm 3:20). Paulo estabelece um padrão de justificação “ninguém é justificado diante dEle pelas obras da Lei”, porque a função da Lei não é salvar e nem justificar, a função da Lei é tornar conhecido o pecado. Rm 3:21 - sai de cena a obra humana, a tentativa humana de alcançar a salvação pelos seus próprios esforços, entra em ação a justiça de Cristo e Paulo continua em Rm 3:22-23 - Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo.


O que é justificação pela fé? Deus tira o nosso pecado e imputa a Sua justiça. Tira a sua obra e coloca a obra de Cristo (2 Co 5:21; Sl 32:1,2).

A profetiza do Senhor, continua. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).

Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62). 

Depois de concluída a obra de intercessão no Santuário Celestial, logo depois do fechamento da porta da graça ocorrerá a culminação do processo de redenção iniciado por Jesus desde a perda do primeiro Santuário - Éden, pelo ser humano, Jesus trocará suas vestes sacerdotais pelo manto real e sairá do Santuário Celestial para vir à Terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Sua missão será buscar os redimidos por Seu sangue, aqueles que aceitaram a purificação do pecado oferecida por Ele. Por isso será um evento de extraordinário resplendor e glória que é chamado na Bíblia de bem aventurada esperança. Contemplemos pela fé através das páginas sagradas a descrição da volta de Jesus a esta Terra.

Como você vai se apresentar diante do tribunal de Deus? Sozinho ou com advogado?

O que o advogado pede em troca da nossa defesa, da justiça que Ele nos dá? Para não sermos condenados no tribunal? Ser absolvido e receber a vida eterna.

Crer/Fé. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). ⁸ Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus (Ef 2:8). 

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16).


5. Evidências Bíblicas do juízo de Deus. O juízo de Deus é uma realidade bíblica.

- No Éden após a queda (Gn 3:14-17).

- O Dilúvio (Gn 7:10-12).

- Sodoma e Gomorra (Gn 19:23-25).

- Cativeiro do povo de Deus em Babilônia (Dn 1).

- Juízo de Deus sobre a Babilônia antiga (Dn 5:30,31).

- Juízo final (Ap 20:14,15).

Conclusão:

Não somos salvos devido à nossa obediência, mas quando cremos em Jesus somos salvos e passamos a sentir o desejo e amor em obedecê-Lo, de fazer a Sua vontade, de permanecer ligado a Ele a videira verdadeira. Portanto, primeiro Deus salva e depois pede obediência. Essa é a dinâmica divina para pedir obediência (Êx 20:1). A prova de amor é a obediência. Ao obedecer os Dez mandamentos somos poupados de muitas dores, sofrimentos e problemas desta vida e respondemos assertivamente ao amor de Deus por nós.

Quando nosso nome passar pelo tribunal de Cristo e Satanás nos acusar. Então, Jesus o nosso advogado mostrará o preço que foi pago pelos pecados dos que creem. Cristo é a única saída, nossa única solução, Deus não proveu outro meio de salvação a não ser por Jesus. Ele disse: Eu Sou o caminho, verdade e a vida (Jo 14:6).

E ainda mais, Cristo mudará o coração. Nele habitará, pela fé. Pela fé e contínua submissão de vossa vontade a Cristo, deveis manter essa ligação com Ele; e enquanto isso fizerdes, Ele operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Podereis então dizer: "A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gál. 2:20. Disse Jesus a Seus discípulos: "Não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós." Mat. 10:20. Assim, atuando Cristo em vós, manifestareis o mesmo espírito e praticareis as mesmas obras - obras de justiça e obediência (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62). 

Que forte apelo o apóstolo Pedro faz a nós? 2 Pedro 3:7,11-13


Referências:
Espírito de Profecia. As Mensagens dos Três Anjos
CPB - Nisto Cremos
BíbliaFácil - As Três Mensagens Angélicas.
TV Novo Tempo