Justificação pela Fé
Atos 16:30,31; Romanos 5:1
1. Introdução:
Salvação é uma obra realizada por nós, fora de nós e sem a nossa participação. Esse não é o pensamento isolado de Paulo é o tema central da Bíblia (Jo 3:14-19). Deus não está envolvido com condenação e sim com salvação “porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). As pessoas que receberão o juízo executivo de Deus, serão aquelas que rejeitaram o plano de salvação de Deus e não por serem pecadoras. “Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas.”
O inimigo estimula os extremos. Ele aprecia ver as pessoas defendendo uma salvação pelas obras e faz pouco caso daqueles que acham que a salvação pela graça “liberta” da obediência à Lei (isso não é liberdade, mas, “libertinagem”).
A Bíblia de Gênesis a Apocalipse não defende a salvação pelas obras e muito menos de que o salvo pela graça não precisa obedecer (João 14:15; 15:10). Paulo enfatiza que a lei não tem a função de salvar e que somos salvos pela graça mediante a fé, que é dom de Deus (Efésios 2:8,9). E, ressalta que as obras são o resultado de um coração transformado (Efésios 2:10) pela graça de Jesus.
O legalismo pode ser definido como “tentativa de obter a salvação por meio de esforços individuais". Ele se conforma com a lei e certas observâncias como meios de justificação perante Deus. Isso é um equívoco, pois ‘pelas obras da lei nenhuma carne será justificada à sua vista’ (Rm 3:20).”
A lei, entretanto, revela diante de Deus as falhas e a culpa de uma pessoa. A lei não pode remover essa culpa; o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para esse problema. Salvar um pecador não é função da lei moral. Sua função é revelar o caráter de Deus e mostrar às pessoas em quais áreas elas não conseguem refletir esse caráter.
Enquanto uma classe de pessoas deturpa a doutrina da Justificação pela fé e deixa de concordar com as condições estabelecidas na Palavra de Deus - "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15) - há um erro tão grande como este da parte dos que pretendem crer nos mandamentos de Deus e obedecer-lhes mas se colocam em oposição aos preciosos raios de luz - novos para eles - refletidos da cruz do Calvário. … os religiosos em geral divorciam a lei do evangelho, ao passo que nós, por outra parte, quase fizemos o mesmo de outro ponto de vista. Não expusemos às pessoas a justiça de Cristo e a ampla significação de Seu grande plano de redenção. Deixamos de lado a Cristo e Seu incomparável amor, introduzimos teorias e raciocínios, e pregamos sermões argumentativos. (Fé e Obras, Cap 1).
O equilíbrio está em você não crer que é salvo pelas obras ou não acreditar que se encontra livre para pecar.
Para os dois grupos de pessoas que pisam no terreno perigoso (ao estarem em um extremo ou outro) Paulo deixa algumas informações: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1 – mensagem aos legalistas). “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Romanos 3:31 – mensagem aos permissivistas).
1. Introdução:
Salvação é uma obra realizada por nós, fora de nós e sem a nossa participação. Esse não é o pensamento isolado de Paulo é o tema central da Bíblia (Jo 3:14-19). Deus não está envolvido com condenação e sim com salvação “porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). As pessoas que receberão o juízo executivo de Deus, serão aquelas que rejeitaram o plano de salvação de Deus e não por serem pecadoras. “Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas.”
O inimigo estimula os extremos. Ele aprecia ver as pessoas defendendo uma salvação pelas obras e faz pouco caso daqueles que acham que a salvação pela graça “liberta” da obediência à Lei (isso não é liberdade, mas, “libertinagem”).
A Bíblia de Gênesis a Apocalipse não defende a salvação pelas obras e muito menos de que o salvo pela graça não precisa obedecer (João 14:15; 15:10). Paulo enfatiza que a lei não tem a função de salvar e que somos salvos pela graça mediante a fé, que é dom de Deus (Efésios 2:8,9). E, ressalta que as obras são o resultado de um coração transformado (Efésios 2:10) pela graça de Jesus.
O legalismo pode ser definido como “tentativa de obter a salvação por meio de esforços individuais". Ele se conforma com a lei e certas observâncias como meios de justificação perante Deus. Isso é um equívoco, pois ‘pelas obras da lei nenhuma carne será justificada à sua vista’ (Rm 3:20).”
A lei, entretanto, revela diante de Deus as falhas e a culpa de uma pessoa. A lei não pode remover essa culpa; o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para esse problema. Salvar um pecador não é função da lei moral. Sua função é revelar o caráter de Deus e mostrar às pessoas em quais áreas elas não conseguem refletir esse caráter.
Enquanto uma classe de pessoas deturpa a doutrina da Justificação pela fé e deixa de concordar com as condições estabelecidas na Palavra de Deus - "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15) - há um erro tão grande como este da parte dos que pretendem crer nos mandamentos de Deus e obedecer-lhes mas se colocam em oposição aos preciosos raios de luz - novos para eles - refletidos da cruz do Calvário. … os religiosos em geral divorciam a lei do evangelho, ao passo que nós, por outra parte, quase fizemos o mesmo de outro ponto de vista. Não expusemos às pessoas a justiça de Cristo e a ampla significação de Seu grande plano de redenção. Deixamos de lado a Cristo e Seu incomparável amor, introduzimos teorias e raciocínios, e pregamos sermões argumentativos. (Fé e Obras, Cap 1).
O equilíbrio está em você não crer que é salvo pelas obras ou não acreditar que se encontra livre para pecar.
Para os dois grupos de pessoas que pisam no terreno perigoso (ao estarem em um extremo ou outro) Paulo deixa algumas informações: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1 – mensagem aos legalistas). “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Romanos 3:31 – mensagem aos permissivistas).
2. O que é justificação pela Fé? Romanos 5:1.
Paulo em sua carta aos Romanos, apresenta no capítulo 1, a condição do ser humano em meio ao pecado, através de atos, pensamentos e relacionamentos. Nos capítulos 2 a 6 apresenta a necessidade do ser humano de salvação e de um salvador. A partir do capítulo 5 Paulo começa a falar dos benefícios da salvação, apresenta também os aspectos da santificação e da glorificação.
Quando o pecador penitente, contrito diante de Deus, discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita essa expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura, seus pecados são perdoados. Isso é Justificação pela fé. Toda pessoa crente deve submeter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e manter-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiadores do Redentor e avançando de força em força, e de glória em glória (Fé e Obras, Cap 103).
“É a obra de Deus ao lançar a glória do homem por terra, e fazer pelo homem o que não lhe é possível fazer em seu próprio poder.” (Testemunhos para Ministros, 456).
Justificação pela fé é o método de Deus para tornar justo o pecador. Em seu infinito amor e misericórdia, Deus fez a Cristo “pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. Deus tira o nosso pecado e imputa a Sua justiça. Tira a sua obra e coloca a obra de Cristo ( (Is 53:5,6; 2 Co 5:21; Sl 32:1,2). Por intermédio da fé em Jesus, os corações são ocupados pelo seu Espírito. Por meio dessa mesma fé, que é um dom da graça de Deus (Rm 12:3; Ef 2:8), os pecadores arrependidos são justificados (Rm 3:28).
O termo justificação representa a tradução do grego dikaioma, que significa “exigência de justiça”, “regulação”, “sentença judicial”, “ato de justiça”, e do termo dikaiosis, cujo significado é “justificação”, “vindicação”, “absolvição”.
Em geral, a palavra justificação, conforme utilizada teologicamente, é “o ato divino pelo qual Deus declara justo um pecador penitente, ou o trata como justo. A base para semelhante justificação não é a nossa obediência, e sim a de Cristo, pois “por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” e “por meio da obediência de um só [Homem], muitos se tornarão justos” (Rm 5:18, 19). Ele concede a sua obediência àqueles crentes que são “justificados gratuitamente, por sua graça” (Rm 3:24). “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, Ele nos salvou” (Tt 3:5).
Quando Deus perdoa ao pecador, anula o castigo que ele merece e o trata como se não tivesse pecado, recebe-o no favor divino e o justifica em virtude dos méritos da justiça de Cristo. O pecador só pode ser justificado mediante a fé no sacrifício expiatório feito pelo amado Filho de Deus, que Se tornou um sacrifício pelos pecados do mundo culpado. Ninguém pode ser justificado por quaisquer obras próprias. Só pode ser liberto da culpa do pecado, da condenação da lei, da pena da transgressão, pela virtude do sofrimento, morte e ressurreição de Cristo. A fé é a condição única de obter a justificação, e a fé abrange não só a crença mas também a confiança (Mensagens Escolhidas, V 1, 389).
A experiência de Abraão, no tocante à justificação, deve constituir um exemplo para todo crente (Rm 4; Tg 2:14-22). Há necessidade não só de fé, mas também de confiança em Deus. Esta é a verdadeira fé de Abraão, uma fé que produziu frutos. "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça." Tiago 2:23. Quando Deus mandou que ele oferecesse seu filho em sacrifício, era a mesma voz que falara ordenando que ele deixasse seu país e fosse para uma terra que Deus lhe mostraria. Abraão foi tão verdadeiramente salvo pela fé em Cristo como o pecador é salvo pela fé em Cristo hoje em dia (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
A fé de Abraão foi de tal qualidade, que lhe foi atribuído o título de “pai de todos os que creem” (Rm 4:11). Ele é o modelo que Deus utilizou para a justificação pela fé que se autorrevela pela obediência (Rm 4:2,3; Tg 2:23,24). O concerto da graça não derramou automaticamente suas bênçãos sobre os descendentes naturais de Abraão, mas apenas sobre aqueles que seguiram seu exemplo de fé. “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão” (Gl 3:7). Cada indivíduo que vive na Terra, pode experimentar as promessas de salvação do concerto, mediante o preenchimento das condições: “Se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).
É grandioso o oferecimento deste concerto àqueles que o aceitam. Pela graça de Deus, ele lhes oferece o perdão de seus pecados. Oferece também o trabalho do Espírito Santo, que escreverá os dez mandamentos sobre seus corações e fará restaurar nos pecadores arrependidos a imagem de seu Autor (Jr 31:33). A experiência do novo concerto, ou novo nascimento, traz consigo a justiça de Cristo e a experiência da justificação pela fé.
“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5:10). Custou a vida de Cristo, bem como sua morte, o estabelecer uma ponte sobre o abismo provocado pela transgressão. Ambas – vida e morte – são necessárias e contribuem para a nossa salvação.
A fé genuína se manifestará em boas obras, pois boas obras são frutos da fé. Ao operar Deus no coração, e entregar o homem sua vontade a Deus, e com Ele cooperar, ele manifesta na vida aquilo que Deus operou em seu íntimo pelo Espírito Santo, e há harmonia entre o propósito do coração e a prática da vida (Mensagens Escolhidas, V1, 398).
“Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira pela qual se pode alcançar a justiça é por meio da fé. Pela fé ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e a ama assim como ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).
A fé de Jesus Cristo, assim como a fé em Jesus Cristo. Ao operar na vida cristã, a fé é muito mais do que a aceitação intelectual; é mais do que apenas um reconhecimento de certos fatos sobre a vida de Cristo e Sua morte. Em vez disso, a verdadeira fé em Jesus Cristo é aceitá-Lo como Salvador, Substituto, Fiador e Senhor. É escolher Seu modo de vida. É confiar nEle e procurar, pela fé, viver de acordo com Seus mandamentos.
3. Benefícios da justificação.
Aqueles que aceitam pela fé o fato de que Deus reconciliou o mundo consigo por meio de Cristo, e que se submetem a Ele, receberão de Deus o inapreciável dom da justificação, que é fruto imediato da paz com Deus (Rm 5:1). Não mais constituindo objeto da ira de Deus, os crentes justificados se tornam objeto do favor de Deus.
- Declarados justos e recebimento da paz com Deus (Rm 5:1).
Paulo em sua carta aos Romanos, apresenta no capítulo 1, a condição do ser humano em meio ao pecado, através de atos, pensamentos e relacionamentos. Nos capítulos 2 a 6 apresenta a necessidade do ser humano de salvação e de um salvador. A partir do capítulo 5 Paulo começa a falar dos benefícios da salvação, apresenta também os aspectos da santificação e da glorificação.
Quando o pecador penitente, contrito diante de Deus, discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita essa expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura, seus pecados são perdoados. Isso é Justificação pela fé. Toda pessoa crente deve submeter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e manter-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiadores do Redentor e avançando de força em força, e de glória em glória (Fé e Obras, Cap 103).
“É a obra de Deus ao lançar a glória do homem por terra, e fazer pelo homem o que não lhe é possível fazer em seu próprio poder.” (Testemunhos para Ministros, 456).
Justificação pela fé é o método de Deus para tornar justo o pecador. Em seu infinito amor e misericórdia, Deus fez a Cristo “pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. Deus tira o nosso pecado e imputa a Sua justiça. Tira a sua obra e coloca a obra de Cristo ( (Is 53:5,6; 2 Co 5:21; Sl 32:1,2). Por intermédio da fé em Jesus, os corações são ocupados pelo seu Espírito. Por meio dessa mesma fé, que é um dom da graça de Deus (Rm 12:3; Ef 2:8), os pecadores arrependidos são justificados (Rm 3:28).
O termo justificação representa a tradução do grego dikaioma, que significa “exigência de justiça”, “regulação”, “sentença judicial”, “ato de justiça”, e do termo dikaiosis, cujo significado é “justificação”, “vindicação”, “absolvição”.
Em geral, a palavra justificação, conforme utilizada teologicamente, é “o ato divino pelo qual Deus declara justo um pecador penitente, ou o trata como justo. A base para semelhante justificação não é a nossa obediência, e sim a de Cristo, pois “por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” e “por meio da obediência de um só [Homem], muitos se tornarão justos” (Rm 5:18, 19). Ele concede a sua obediência àqueles crentes que são “justificados gratuitamente, por sua graça” (Rm 3:24). “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, Ele nos salvou” (Tt 3:5).
Quando Deus perdoa ao pecador, anula o castigo que ele merece e o trata como se não tivesse pecado, recebe-o no favor divino e o justifica em virtude dos méritos da justiça de Cristo. O pecador só pode ser justificado mediante a fé no sacrifício expiatório feito pelo amado Filho de Deus, que Se tornou um sacrifício pelos pecados do mundo culpado. Ninguém pode ser justificado por quaisquer obras próprias. Só pode ser liberto da culpa do pecado, da condenação da lei, da pena da transgressão, pela virtude do sofrimento, morte e ressurreição de Cristo. A fé é a condição única de obter a justificação, e a fé abrange não só a crença mas também a confiança (Mensagens Escolhidas, V 1, 389).
A experiência de Abraão, no tocante à justificação, deve constituir um exemplo para todo crente (Rm 4; Tg 2:14-22). Há necessidade não só de fé, mas também de confiança em Deus. Esta é a verdadeira fé de Abraão, uma fé que produziu frutos. "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça." Tiago 2:23. Quando Deus mandou que ele oferecesse seu filho em sacrifício, era a mesma voz que falara ordenando que ele deixasse seu país e fosse para uma terra que Deus lhe mostraria. Abraão foi tão verdadeiramente salvo pela fé em Cristo como o pecador é salvo pela fé em Cristo hoje em dia (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
A fé de Abraão foi de tal qualidade, que lhe foi atribuído o título de “pai de todos os que creem” (Rm 4:11). Ele é o modelo que Deus utilizou para a justificação pela fé que se autorrevela pela obediência (Rm 4:2,3; Tg 2:23,24). O concerto da graça não derramou automaticamente suas bênçãos sobre os descendentes naturais de Abraão, mas apenas sobre aqueles que seguiram seu exemplo de fé. “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão” (Gl 3:7). Cada indivíduo que vive na Terra, pode experimentar as promessas de salvação do concerto, mediante o preenchimento das condições: “Se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).
É grandioso o oferecimento deste concerto àqueles que o aceitam. Pela graça de Deus, ele lhes oferece o perdão de seus pecados. Oferece também o trabalho do Espírito Santo, que escreverá os dez mandamentos sobre seus corações e fará restaurar nos pecadores arrependidos a imagem de seu Autor (Jr 31:33). A experiência do novo concerto, ou novo nascimento, traz consigo a justiça de Cristo e a experiência da justificação pela fé.
“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5:10). Custou a vida de Cristo, bem como sua morte, o estabelecer uma ponte sobre o abismo provocado pela transgressão. Ambas – vida e morte – são necessárias e contribuem para a nossa salvação.
A fé genuína se manifestará em boas obras, pois boas obras são frutos da fé. Ao operar Deus no coração, e entregar o homem sua vontade a Deus, e com Ele cooperar, ele manifesta na vida aquilo que Deus operou em seu íntimo pelo Espírito Santo, e há harmonia entre o propósito do coração e a prática da vida (Mensagens Escolhidas, V1, 398).
“Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira pela qual se pode alcançar a justiça é por meio da fé. Pela fé ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e a ama assim como ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).
A fé de Jesus Cristo, assim como a fé em Jesus Cristo. Ao operar na vida cristã, a fé é muito mais do que a aceitação intelectual; é mais do que apenas um reconhecimento de certos fatos sobre a vida de Cristo e Sua morte. Em vez disso, a verdadeira fé em Jesus Cristo é aceitá-Lo como Salvador, Substituto, Fiador e Senhor. É escolher Seu modo de vida. É confiar nEle e procurar, pela fé, viver de acordo com Seus mandamentos.
3. Benefícios da justificação.
Aqueles que aceitam pela fé o fato de que Deus reconciliou o mundo consigo por meio de Cristo, e que se submetem a Ele, receberão de Deus o inapreciável dom da justificação, que é fruto imediato da paz com Deus (Rm 5:1). Não mais constituindo objeto da ira de Deus, os crentes justificados se tornam objeto do favor de Deus.
- Declarados justos e recebimento da paz com Deus (Rm 5:1).
- Salvos da ira de Deus e certeza da salvação (Rm 5:9).
- Reconciliação - Filhos/herdeiros de Deus (Rm 5:11; II Co 5:18-21).
- Novas criaturas (II Co 5:14-17).
A justificação não é concedida sem o desejo de querer ser justificado. Embora a salvação seja iniciativa de Divina, Deus exige uma resposta de fé, como expiação dos seus pecados, então haverá justificação. "Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado" (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).
Muitos se acham confundidos quanto ao que constitui os primeiros passos na obra da salvação. O arrependimento é considerado uma obra que o pecador deve realizar por si mesmo, a fim de poder chegar a Cristo. … A menos que o pecador se arrependa, não pode ele ser perdoado; mas a questão que deve ser resolvida é quanto a ser o arrependimento obra do pecador ou dom de Cristo. Tem o pecador de esperar até que esteja tomado de remorsos pelo seu pecado, antes de poder dirigir-se a Cristo? O primeiro passo em direção de Cristo é dado graças à atração do Espírito de Deus; ao atender o homem a esse atrair, vai ter com Cristo a fim de que se arrependa. (Mensagens Escolhidas, V1, 390).
O pecador é comparado a uma ovelha perdida, e uma ovelha perdida jamais volta ao redil a menos que seja pelo pastor procurada e restituída ao redil. Homem algum pode de si mesmo arrepender-se, tornando-se digno da bênção da justificação. O Senhor Jesus está constantemente procurando impressionar o espírito do pecador e atraí-lo a fim de que O contemple, como Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. … Não podemos dar um passo na vida espiritual, a não ser que Jesus atraia e fortaleça a alma, e nos leve a experimentar aquele arrependimento que jamais decepciona (Mensagens Escolhidas, V1, 391).
Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).
A fé que justifica sempre produz primeiro verdadeiro arrependimento, e então boas obras, as quais constituem o fruto dessa fé. Não há fé para a salvação que não produza bom fruto. Deus deu Cristo ao nosso mundo para que Se tornasse o substituto do pecador. No momento em que é exercida verdadeira fé nos méritos do custoso sacrifício expiatório, reivindicando a Cristo como Salvador pessoal, nesse próprio momento o pecador é justificado diante de Deus, porque está perdoado (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
Desde Adão. A obra mediadora de Cristo começou com o início da culpa, do sofrimento e da infelicidade humana, logo que o homem se tornou um transgressor. A lei não foi abolida para salvar o homem e colocá-lo em harmonia com Deus. Mas Cristo assumiu a posição de fiador e libertador ao tornar-Se pecado pelo homem, para que este pudesse tornar-se a justiça de Deus nAquele que era Um com o Pai, e por Seu intermédio. Os pecadores só podem ser justificados por Deus quando Ele lhes perdoa os pecados, suspende a punição que eles merecem e os trata como se realmente fossem justos e não houvessem pecado, dispensando-lhes o favor divino e tratando-os como se fossem justos. Eles são justificados unicamente pela justiça imputada por Cristo. O Pai aceita o Filho e, mediante o sacrifício expiatório de Seu Filho, aceita o pecador (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
O evangelho que Jesus confiou aos apóstolos e seus sucessores, centraliza-se na justificação por meio da cruz. Pregando em Antioquia, Paulo disse em Atos 13:38,39: “³⁸ Portanto, meus irmãos, saibam que é por meio de Jesus que a remissão dos pecados é anunciada a vocês; ³⁹ e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vocês não puderam ser justificados pela lei de Moisés.”
“É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e o fazer pelo homem aquilo que ele por si não pode fazer” (Ibid., p. 456). E o que não podemos fazer? Não podemos nos salvar. Nossa única esperança é Jesus Cristo. Justificação pela fé é a essência das três mensagens angélicas. Mensagens Escolhidas, vol. 1.
A mensagem da justiça de Cristo há de soar desde uma até a outra extremidade da Terra, a fim de preparar o caminho ao Senhor. Esta é a glória de Deus com que será encerrada a mensagem do terceiro anjo. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 373.
A última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito. Parábolas de Jesus, págs. 415 e 416.
Ninguém entrará no Céu sem ser justificado pela fé. Por que não? Porque a justificação pela fé é o meio designado por Deus para a remissão dos pecados, e quem não aceita a Jesus Cristo como seu salvador morrerá em seus pecados. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:11,12).
O pecador só poderá se tornar justo se, pela fé, ele partilhar do dom gratuito da perfeita justiça de Cristo.
4. Como Deus resolve o problema de levar pessoas perfeitas/justas para o Céu? Rm 3:21-23.
Em Cristo o pecador arrependido é perdoado e absolvido – ele é declarado justo! Ele não merece e nem pode merecer tal tratamento. Conforme destaca Paulo, Cristo morreu pela nossa justificação sendo nós ainda fracos, pecaminosos, maus e inimigos de Deus (Rm 5:6-10).
Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).
Logo que cometeis algum pecado, deveis correr para o trono da graça, e contar tudo a Jesus. Deveis estar cheios de tristeza pelo pecado, porque por meio do pecado enfraquecestes vossa própria espiritualidade, entristecestes os anjos celestiais, e feristes e magoastes o amoroso coração de vosso Redentor. Quando, com a alma contrita, pedistes perdão a Jesus, crede que Ele vos perdoou. Não duvideis de Sua misericórdia divina, nem recuseis o conforto de Seu infinito amor. Bible Echo, 1º de fevereiro de 1892. (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
Coisa alguma atinge tão profundamente a vida quanto a sensação do amor perdoador de Cristo. Quando os pecadores contemplam esse insondável amor divino, exposto na cruz, recebem a mais poderosa motivação possível para arrepender-se. Essa é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm 2:4).
O que pode realizar por nós a vida perfeita de Cristo? Jesus desenvolveu uma vida pura, santa e cheia de amor, ao repousar inteiramente em Deus. Essa vida preciosa Ele compartilha – como um dom – com todos os pecadores arrependidos. Seu caráter perfeito é retratado como as vestes festivas (Mt 22:11) ou um manto de justiça (Is 61:10) que Ele oferece para cobrir os imundos trapos simbolizados pelas tentativas humanas em alcançar a justificação (Is 64:6).
A despeito de nossa corrupção humana, quando nos submetemos a Cristo, nosso coração se une ao seu coração, nossa vontade emerge em sua vontade, nossa mente se torna uma com a sua mente, nossos pensamentos são levados cativos a Ele; vivemos a sua vida. Somos cobertos com o manto de sua justiça. Quando Deus contempla o crente e penitente pecador, Ele não vê a nudez e deformidade do pecado, e sim o manto da justiça formado pela perfeita obediência de Cristo à santa lei. Ninguém pode ser verdadeiramente justo, se não estiver sob a proteção desse manto.
Na qualidade de pecadores, não apenas necessitamos que nossos pecados sejam cancelados, como ainda carecemos que nossa “conta bancária” seja restaurada. Necessitamos mais que a libertação das cadeias: necessitamos ser adotados junto à família do Rei.
A reconciliação se torna efetiva somente quando o perdão oferecido é aceito. O filho pródigo se reconciliou com o pai no momento em que aceitou o amor e o perdão oferecidos pelo pai.
Verdadeiro arrependimento e justificação levam à santificação. Justificação é aquilo que Deus faz por nós, enquanto santificação é aquilo que Deus faz em nós.
Nem a justificação nem a santificação resultam de obras meritórias. Ambas são devidas unicamente à graça e à justiça de Cristo. “É imputada a justiça pela qual somos justificados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu; a segunda, nossa adaptação para ele.” (Review and Herald, June 4, 1895).
Conclusão
Justificação pela fé é o assunto transcendental de toda a Bíblia, desde a primeira promessa de salvação (Gn 3:15) até a benção descrita no último versículo da Bíblia: “A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22:21).
Quanto mais entendermos a graça de Deus à luz do Calvário, menos lugar encontraremos para nossa própria justiça e melhor perceberemos quão abençoados somos.
O Senhor deseja Seu povo sadio na fé - não ignorante da grande salvação que tão abundantemente lhes é provida. Não devem olhar ao futuro, pensando que em algum tempo vindouro uma grande obra seja feita em seu favor, pois a obra está agora completa. O crente não é chamado para fazer paz com Deus; isto ele nunca fez nem pode fazer. Deve aceitar a Cristo como sua paz, pois com Cristo está Deus e a paz. Cristo pôs fim ao pecado, levando no próprio corpo sua pesada maldição, para o madeiro, e Ele removeu a maldição de todos aqueles que crêem nEle como Salvador pessoal. … Aos que Lho pedem, comunica Jesus o Espírito Santo; pois é necessário que todo crente seja liberto da poluição, assim como da maldição (Gl 3:10,11) e condenação da lei (Cl 2:14; Rm 8:3,4). Mediante a obra do Espírito Santo e a santificação da verdade, o crente torna-se habilitado para as cortes celestiais; pois Cristo opera em nós, e Sua justiça sobre nós está. Sem isso, alma alguma terá direito ao Céu. Para sermos candidatos ao Céu temos de satisfazer aos requisitos da lei: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." Lc 10:27. Só podemos fazer isto ao nos apegarmos, pela fé, à justiça de Cristo (Mensagens Escolhidas, V1, 395).
Muitos pensam que devem esperar por um impulso especial, a fim de poderem aproximar-se de Cristo; mas só é necessário ir na sinceridade de propósito, decididos a aceitar os oferecimentos de misericórdia e graça que nos foram feitos. Devemos dizer: "Cristo morreu para me salvar. O desejo do Senhor é que eu seja salvo, e irei a Jesus tal qual estou, e sem demora. Agirei confiando na promessa. Ao atrair-me Cristo, atenderei." Diz o apóstolo: "Com o coração se crê para a justiça." Rm 10:10. Ninguém pode crer com o coração para a justiça, e obter justificação pela fé, enquanto continuar na prática das coisas que a Palavra de Deus proíbe, ou enquanto negligenciar qualquer dever conhecido (Mensagens Escolhidas, V1, 395).
Referências:
Bíblia Online. Nova Almeida Atualizada© Copyright © 2017 Sociedade Bíblica do Brasil.
Espírito de Profecia. Mensagens Escolhidas, V1. Justificados pela Fé.
Espírito de Profecia. Mensagens Escolhidas, V3. Ênfase sobre o Assunto da Salvação - 1890 a 1908.
Espírito de Profecia. Fé e Obras. Ellen G. White Esclarece as Questões.
Espírito de Profecia. Fé e Obras. Isto é Justificação Pela Fé.
CPB. Lição Escola Sabatina. Justificação Pela Fé.
- Novas criaturas (II Co 5:14-17).
A justificação não é concedida sem o desejo de querer ser justificado. Embora a salvação seja iniciativa de Divina, Deus exige uma resposta de fé, como expiação dos seus pecados, então haverá justificação. "Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado" (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).
Muitos se acham confundidos quanto ao que constitui os primeiros passos na obra da salvação. O arrependimento é considerado uma obra que o pecador deve realizar por si mesmo, a fim de poder chegar a Cristo. … A menos que o pecador se arrependa, não pode ele ser perdoado; mas a questão que deve ser resolvida é quanto a ser o arrependimento obra do pecador ou dom de Cristo. Tem o pecador de esperar até que esteja tomado de remorsos pelo seu pecado, antes de poder dirigir-se a Cristo? O primeiro passo em direção de Cristo é dado graças à atração do Espírito de Deus; ao atender o homem a esse atrair, vai ter com Cristo a fim de que se arrependa. (Mensagens Escolhidas, V1, 390).
O pecador é comparado a uma ovelha perdida, e uma ovelha perdida jamais volta ao redil a menos que seja pelo pastor procurada e restituída ao redil. Homem algum pode de si mesmo arrepender-se, tornando-se digno da bênção da justificação. O Senhor Jesus está constantemente procurando impressionar o espírito do pecador e atraí-lo a fim de que O contemple, como Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. … Não podemos dar um passo na vida espiritual, a não ser que Jesus atraia e fortaleça a alma, e nos leve a experimentar aquele arrependimento que jamais decepciona (Mensagens Escolhidas, V1, 391).
Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).
A fé que justifica sempre produz primeiro verdadeiro arrependimento, e então boas obras, as quais constituem o fruto dessa fé. Não há fé para a salvação que não produza bom fruto. Deus deu Cristo ao nosso mundo para que Se tornasse o substituto do pecador. No momento em que é exercida verdadeira fé nos méritos do custoso sacrifício expiatório, reivindicando a Cristo como Salvador pessoal, nesse próprio momento o pecador é justificado diante de Deus, porque está perdoado (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
Desde Adão. A obra mediadora de Cristo começou com o início da culpa, do sofrimento e da infelicidade humana, logo que o homem se tornou um transgressor. A lei não foi abolida para salvar o homem e colocá-lo em harmonia com Deus. Mas Cristo assumiu a posição de fiador e libertador ao tornar-Se pecado pelo homem, para que este pudesse tornar-se a justiça de Deus nAquele que era Um com o Pai, e por Seu intermédio. Os pecadores só podem ser justificados por Deus quando Ele lhes perdoa os pecados, suspende a punição que eles merecem e os trata como se realmente fossem justos e não houvessem pecado, dispensando-lhes o favor divino e tratando-os como se fossem justos. Eles são justificados unicamente pela justiça imputada por Cristo. O Pai aceita o Filho e, mediante o sacrifício expiatório de Seu Filho, aceita o pecador (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
O evangelho que Jesus confiou aos apóstolos e seus sucessores, centraliza-se na justificação por meio da cruz. Pregando em Antioquia, Paulo disse em Atos 13:38,39: “³⁸ Portanto, meus irmãos, saibam que é por meio de Jesus que a remissão dos pecados é anunciada a vocês; ³⁹ e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vocês não puderam ser justificados pela lei de Moisés.”
“É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e o fazer pelo homem aquilo que ele por si não pode fazer” (Ibid., p. 456). E o que não podemos fazer? Não podemos nos salvar. Nossa única esperança é Jesus Cristo. Justificação pela fé é a essência das três mensagens angélicas. Mensagens Escolhidas, vol. 1.
A mensagem da justiça de Cristo há de soar desde uma até a outra extremidade da Terra, a fim de preparar o caminho ao Senhor. Esta é a glória de Deus com que será encerrada a mensagem do terceiro anjo. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 373.
A última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito. Parábolas de Jesus, págs. 415 e 416.
Ninguém entrará no Céu sem ser justificado pela fé. Por que não? Porque a justificação pela fé é o meio designado por Deus para a remissão dos pecados, e quem não aceita a Jesus Cristo como seu salvador morrerá em seus pecados. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:11,12).
O pecador só poderá se tornar justo se, pela fé, ele partilhar do dom gratuito da perfeita justiça de Cristo.
4. Como Deus resolve o problema de levar pessoas perfeitas/justas para o Céu? Rm 3:21-23.
Em Cristo o pecador arrependido é perdoado e absolvido – ele é declarado justo! Ele não merece e nem pode merecer tal tratamento. Conforme destaca Paulo, Cristo morreu pela nossa justificação sendo nós ainda fracos, pecaminosos, maus e inimigos de Deus (Rm 5:6-10).
Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça (Caminho a Cristo, Uma Nova Pessoa, p. 62).
Logo que cometeis algum pecado, deveis correr para o trono da graça, e contar tudo a Jesus. Deveis estar cheios de tristeza pelo pecado, porque por meio do pecado enfraquecestes vossa própria espiritualidade, entristecestes os anjos celestiais, e feristes e magoastes o amoroso coração de vosso Redentor. Quando, com a alma contrita, pedistes perdão a Jesus, crede que Ele vos perdoou. Não duvideis de Sua misericórdia divina, nem recuseis o conforto de Seu infinito amor. Bible Echo, 1º de fevereiro de 1892. (Mensagens Escolhidas, V 3, Cap 22).
Coisa alguma atinge tão profundamente a vida quanto a sensação do amor perdoador de Cristo. Quando os pecadores contemplam esse insondável amor divino, exposto na cruz, recebem a mais poderosa motivação possível para arrepender-se. Essa é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm 2:4).
O que pode realizar por nós a vida perfeita de Cristo? Jesus desenvolveu uma vida pura, santa e cheia de amor, ao repousar inteiramente em Deus. Essa vida preciosa Ele compartilha – como um dom – com todos os pecadores arrependidos. Seu caráter perfeito é retratado como as vestes festivas (Mt 22:11) ou um manto de justiça (Is 61:10) que Ele oferece para cobrir os imundos trapos simbolizados pelas tentativas humanas em alcançar a justificação (Is 64:6).
A despeito de nossa corrupção humana, quando nos submetemos a Cristo, nosso coração se une ao seu coração, nossa vontade emerge em sua vontade, nossa mente se torna uma com a sua mente, nossos pensamentos são levados cativos a Ele; vivemos a sua vida. Somos cobertos com o manto de sua justiça. Quando Deus contempla o crente e penitente pecador, Ele não vê a nudez e deformidade do pecado, e sim o manto da justiça formado pela perfeita obediência de Cristo à santa lei. Ninguém pode ser verdadeiramente justo, se não estiver sob a proteção desse manto.
Na qualidade de pecadores, não apenas necessitamos que nossos pecados sejam cancelados, como ainda carecemos que nossa “conta bancária” seja restaurada. Necessitamos mais que a libertação das cadeias: necessitamos ser adotados junto à família do Rei.
A reconciliação se torna efetiva somente quando o perdão oferecido é aceito. O filho pródigo se reconciliou com o pai no momento em que aceitou o amor e o perdão oferecidos pelo pai.
Verdadeiro arrependimento e justificação levam à santificação. Justificação é aquilo que Deus faz por nós, enquanto santificação é aquilo que Deus faz em nós.
Nem a justificação nem a santificação resultam de obras meritórias. Ambas são devidas unicamente à graça e à justiça de Cristo. “É imputada a justiça pela qual somos justificados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu; a segunda, nossa adaptação para ele.” (Review and Herald, June 4, 1895).
Conclusão
Justificação pela fé é o assunto transcendental de toda a Bíblia, desde a primeira promessa de salvação (Gn 3:15) até a benção descrita no último versículo da Bíblia: “A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22:21).
Quanto mais entendermos a graça de Deus à luz do Calvário, menos lugar encontraremos para nossa própria justiça e melhor perceberemos quão abençoados somos.
O Senhor deseja Seu povo sadio na fé - não ignorante da grande salvação que tão abundantemente lhes é provida. Não devem olhar ao futuro, pensando que em algum tempo vindouro uma grande obra seja feita em seu favor, pois a obra está agora completa. O crente não é chamado para fazer paz com Deus; isto ele nunca fez nem pode fazer. Deve aceitar a Cristo como sua paz, pois com Cristo está Deus e a paz. Cristo pôs fim ao pecado, levando no próprio corpo sua pesada maldição, para o madeiro, e Ele removeu a maldição de todos aqueles que crêem nEle como Salvador pessoal. … Aos que Lho pedem, comunica Jesus o Espírito Santo; pois é necessário que todo crente seja liberto da poluição, assim como da maldição (Gl 3:10,11) e condenação da lei (Cl 2:14; Rm 8:3,4). Mediante a obra do Espírito Santo e a santificação da verdade, o crente torna-se habilitado para as cortes celestiais; pois Cristo opera em nós, e Sua justiça sobre nós está. Sem isso, alma alguma terá direito ao Céu. Para sermos candidatos ao Céu temos de satisfazer aos requisitos da lei: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." Lc 10:27. Só podemos fazer isto ao nos apegarmos, pela fé, à justiça de Cristo (Mensagens Escolhidas, V1, 395).
Muitos pensam que devem esperar por um impulso especial, a fim de poderem aproximar-se de Cristo; mas só é necessário ir na sinceridade de propósito, decididos a aceitar os oferecimentos de misericórdia e graça que nos foram feitos. Devemos dizer: "Cristo morreu para me salvar. O desejo do Senhor é que eu seja salvo, e irei a Jesus tal qual estou, e sem demora. Agirei confiando na promessa. Ao atrair-me Cristo, atenderei." Diz o apóstolo: "Com o coração se crê para a justiça." Rm 10:10. Ninguém pode crer com o coração para a justiça, e obter justificação pela fé, enquanto continuar na prática das coisas que a Palavra de Deus proíbe, ou enquanto negligenciar qualquer dever conhecido (Mensagens Escolhidas, V1, 395).
Referências:
Bíblia Online. Nova Almeida Atualizada© Copyright © 2017 Sociedade Bíblica do Brasil.
Espírito de Profecia. Mensagens Escolhidas, V1. Justificados pela Fé.
Espírito de Profecia. Mensagens Escolhidas, V3. Ênfase sobre o Assunto da Salvação - 1890 a 1908.
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CPB. Escola Sabatina. As Três Mensagens do Apocalipse. 2° Trimestre de 2023. Lição 1° - Jesus vence, Satanás perde.
Revista do Ancião - jul a set 2015. Líderes com paixão.
Leandro Quadro. Vídeo sobre justificação pela fé.
Pr Alejandro Bullon. Sermão sobre justificação pela fé.
Pr Benedito Muniz. Sermão sobre justificação pela fé.
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Nisto Cremos.
